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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Élia, eterna menina

Força, inteligência e alegria contagiante. Independente e prática, sorrisão lindo, olhos brilhantes e espertos. Algumas vezes impaciente e voluntariosa, defendia suas convicções com muita determinação e aí, era melhor não bater de frente. Muito amada por ser honesta, leal, confiável e sempre disposta a ajudar.  
A profissional séria e responsável que soube impor-se com competência e habilidade no trabalho, também ajudou a formar o meu padrão profissional, ensinando-me como fazer um trabalho limpo e bem feito.

Mãe apaixonada que soube dosar amor e disciplina  de forma tão equilibrada que transmitiu para suas duas filhas características de sua personalidade. Quem as conhece sabe: são lindas,  bem educadas, fortes e determinadas como a mãe. Foram bem orientadas e agora, sabendo do DNA que possuem, torço para que meditem nisso e façam boas escolhas na vida.

Meu exemplo, minha irmã. Ainda adolescente, recebi dela as primeiras orientações sobre o universo feminino:  a primeira vez no salão de beleza, a primeira compra de roupinhas da moda e acessórios, o primeiro emprego, as primeiras paixões... Sempre juntas, equilibrando rock e MPB, cervejinhas na Alameda Travessia (e em muitos outros lugares também, rsrs), morando juntas, dividindo o barraco com muita harmonia, rir com você, emocionar com você, aprender com você, amiga e confidente.

Quando amava, era autêntica e intensa. Acompanhei de perto seus relacionamentos e vi o quanto se dedicava inteiramente. Ouvir Alcione cantar " A Loba" e não lembrar de você?  Impossível! 

Sincera, conquistou muitos amigos e surpreendeu a todos naquela tarde de Setembro, quando adormeceu na morte.

Sim, celebramos a vida em todas as ocasiões disponíveis nesses trinta anos de amizade.
Por algum tempo não terei você por perto, mas aguardo para revê-la.

Obrigada por tudo, linda!!

2 comentários:

  1. Saudade de quem se foi. Você foi um pouco Élia na minha vida! Mt do que ela te passou vc me ensinou.

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    1. Que bom que pude colaborar!
      O que a gente aprende de bom deve ser mesmo perpetuado.

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